Durante a primeira reunião ordinária do mês de março, realizada no dia 03 de forma presencial e remota, compareceu ao Legislativo a convite da vereadora Amanda Gondim (PDT) as lideranças femininas; cacica Kawani Lurdes, representante do COMMMUDI (Comitê da Marcha Mundial das Mulheres de Uberlândia); Jorgetânia Ferreira representante da articulação de mulheres em Uberlândia “Mulheres 8 de Março” e a representante do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Raquel Tibery.
A primeira oradora a ocupar a tribuna foi a cacica Kawani Lurdes falando que o Dia Internacional das Mulheres comemorado em 8 de março é um momento para refletir sobre todos os dias em que vida de mulheres estão sendo perdidas para o feminicídio, vítimas de violações de direitos, de suas liberdades, do direito de serem o que querem. A cacica Kawani Lurdes disse não ao desrespeito e sim à igualdade étnica, de gênero, de classe, de cor.
A professora Jorgetânia Ferreira ao ocupar a tribuna afirmou que vivemos tempos muito difíceis para as mulheres no Brasil: grave crise sanitária provocada pela pandemia da Covid-19; crise econômica, climática entre outras. Disse ainda que soma-se a isso as ações perversas de um Governo Federal que é contra a igualdade de gênero; o desmonte nacional das conquistas de políticas públicas e dos equipamentos pelos direitos das mulheres que se repete, igualmente, nas esferas estadual e municipal.
A articulação “Mulheres 8 de Março”, na voz de Jorgetânia Ferreira, apresentou da tribuna as reivindicações para que Uberlândia possa ser uma cidade acolhedora para as mulheres com vistas à igualdade de gênero. O documento com 62 reivindicações e assinado, além do “Mulheres 8 de Março” e por mais 22 entidades sendo tês partidos políticos: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Social Organização e Luta (PSOL) foi encaminhado ao prefeito municipal, ao presidente da Câmara Municipal, vereadores e vereadoras . O documento afirma que essas são medidas essenciais e urgentes para garantir os direitos das mulheres e, que rejeitam projetos, requerimentos, ações verbais que limitem os direitos das mulheres e, ideologias que instiguem e incitem manifestações de ódio, intolerância, xenofobia, legbtfobia, sexismo, racismo e fascismo em todas as esferas de governo.
A representante do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Raquel Tibery, ressaltou o papel da linguagem como elemento de desvalorização das mulheres e de seus direitos de mulheres cidadãs e que é preciso reforçar ações contra o patriarcado, contra os discursos de ódio, intolerância e negacionismo. Raquel Tibery afirmou que os discursos machistas não são mais aceitos e que é preciso combater as violências e assédios em todas suas formas. Raquel Tibery reforçou também que a mulher é dona de seu corpo e que além da maternidade tem direito ao prazer e ao gozo. Ela encerrou sua fala homenageando a cantora Elza Soares, mulher negra e pobre que se tornou um símbolo das lutas femininas e, afirmava: “Não vou sucumbir. A vida é agora. Segure a minha mão”.
Departamento de Comunicação (Eithel Lobianco Junior)