A Associação de Reumáticos de Uberlândia e Região (ARUR) participou da 6ª reunião ordinária do mês de fevereiro, realizada no dia 09 em horário regimental, com a presença de seus diretores clínicos e técnicos: o médico reumatologista e professor da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Roberto Ranza; a fisioterapeuta e coordenadora da ARUR, Letícia Moreira Silva Bridi; e a gestora da ARUR Nilma Rodrigues de Oliveira, administradora de empresas e normalista; que ocuparam a tribuna pedindo apoios e políticas públicas para pacientes e entidade.
O primeiro a ocupar a tribuna foi o médico Roberto Ranza, que atua há mais de 30 anos no setor de saúde pública de Uberlândia e especialista em doenças reumáticas, que somam mais de cem e ocorrem com freqüência causando dor, limitações motoras, incapacidades físicas e sofrimentos tanto aos pacientes quanto familiares. Roberto Ranza considera que a estrutura pública oferecida é a melhor possível, com atendimentos nas Unidades de Atendimento Integrado (UAIs) e no Hospital de Clínicas da UFU, mas estão aquém do ponto de vista quantitativo da oferta de especialistas médicos em reumatologia; as equipes multidisciplinares também são insuficientes para um atendimento integrado; por isso precisam de apoio aos pacientes e à instituição.
A coordenadora, Letícia Moreira Silva Bridi, agradeceu à Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Uberlândia e à Mesa Diretora pela oportunidade de dar voz aos pacientes atendidos pela ARUR que desde 1996 atua na cidade e região mas que o número e a necessidade dos pacientes aumentam sempre. Letícia Bridi informou que a ARUR oferece apoio completo aos pacientes oferecendo atendimentos de fisioterapia, pilates, distribuição de alimentos, médicos especialistas mas que precisam de apoios para informar e educar sobre a doença além de atendimentos aos pacientes. Segundo Letícia Bridi é preciso capacitar mais profissionais de saúde, principalmente para a atenção primária, para que os diagnósticos aconteçam mais cedo, bem como os tratamentos para melhor qualidade de vida e evitar seqüelas.
A gestora da ARUR, Nilma Rodrigues de Oliveira informou que a entidade atende pacientes com artrite reumatóide, Lúpus eritematoso e fibromialgia; que provocam dores, inflamações, cansaço extremo e não escolhem dia e tempo para se manifestarem. Nilma Oliveira chama a atenção para o Lupus, que é uma doença que exige vigilância constante e se não tratada adequadamente leva à morte; enquanto muitos não são acreditados por serem doenças invisíveis aos olhos mas que são devastadoras na vida real e na saúde emocional e financeira dos pacientes e que é um problema de saúde pública que pede providências para garantia de diagnósticos precoces, atendimentos continuados, leis e programas de financiamentos através de políticas públicas e, que esperam serem ouvidos e tenham respostas às reivindicações de pacientes e entidades.
Eithel Lobianco Junior
Jornalista CMU – 8186 – Seção de Jornalismo