Os alunos do Parlamento Jovem Minas 2026 de Uberlândia participaram da Plenária Simulada do PJ, ocorrida no Plenário da Câmara de Uberlândia, na tarde desta quarta (10), com a presença do coordenador do Polo Regional, Marcos Fernandes, que aproveitou a oportunidade e realizou a escolha dos membros da Mesa Diretora que conduzirão os trabalhos da Plenária Municipal, aguardada para acontecer no próximo dia 1º de julho.
O 12º encontro do programa foi aberto pela diretora da Escola do Legislativo, Rita Virgínia, que destacou a “jornada de aprendizado” para os alunos, que agora se encontram em fase de “discussão das propostas”, processo esse que “fortalece a participação cidadã dos jovens”. Durante o simulado, os alunos foram assistidos pelas coordenadoras e assessora da Escola, Thaíz Pereira, Claudelúcia Alves, e Kênia de Rezende, respectivamente.
Nesta tarde, o coordenador distribuiu um material informativo para os alunos conhecerem a dinâmica da Plenária Municipal e convidou os participantes para se candidatarem aos cargos da Mesa Diretora. Após a disposição voluntária, o aluno Ismael Porfírio, do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Alda Mota Batista, foi eleito o Coordenador da Mesa Diretora, principal cargo da Mesa, o qual conduzirá os trabalhos no próximo dia 1º. Rayan Senra, aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual João Rezende, foi eleito Relator, e o aluno Pietro Tibaldi, do Colégio Batista, foi eleito Secretário da Mesa.
Na sequência, os alunos tomaram assento à Mesa e foram orientados a iniciar a simulação com a votação do tema central do PJ para 2027, assim como acontecerá nas plenárias Regional, em Nova Ponte, e Estadual, em Belo Horizonte. Foram três temas escolhidos de forma aleatória para os alunos treinarem, primeiro com a leitura dos temas, por parte do relator, e depois com a abertura de tempo para votação com cartão em mãos.
Marcos Fernandes explicou aos alunos a necessidade de se pensar nos temas e, após a votação, montar um argumento para defender a temática escolhida por Uberlândia frente aos demais participantes na Plenária Regional.
Da mesma maneira, os participantes treinaram a votação das propostas de Lei e conheceram o processo dos “destaques”, pelo qual, após a leitura das propostas de cada subtema, os alunos podem pedir o esclarecimento, com a finalidade de tornar a proposta mais clara, a aglutinação de propostas semelhantes, a exclusão, quando a proposta não faz referência ao subtema em questão, e ainda a modificação, quando um participante entende que é necessário ajustar o texto da proposta.
“Modificação, aglutinação e exclusão são os destaques que mais importam”, ressaltou o coordenador.
Foram lidas propostas de Lei simuladas que faziam referência a subtemas diferentes. Os alunos foram questionados quanto à necessidade e de realizar algum destaque. Entre os manifestantes, foi pedido, por exemplo, a exclusão de uma proposta por não estar de acordo com a temática do subtema simulado.
A dinâmica seguiu com a “votação em bloco” das propostas de Lei que não sofreram destaques e depois com aquelas que sofreram destaques, com a releitura da proposta de Lei, do destaque e ainda a defesa do aluno (a), em tribuna, a respeito do destaque que pediu na matéria.
Os estudantes do PJ devem eleger uma proposta de Lei para cada subtema deste ano, que são: 'Enfrentamento ao capacitismo e à violência'; 'Direito à informação e à comunicação'; e 'Espaços acessíveis e ambientes inclusos'. Dessa maneira, as três propostas de Lei devem seguir para votação na Plenária Regional e “competir” com as outras propostas dos alunos das cidades participantes do Polo Regional.
Marcos Fernandes orientou os alunos a estudar as propostas em casa e preparar os destaques para leva-los prontos para a Plenária Municipal e, da mesma forma, após a Plenária Municipal, estudar as propostas eleitas para defende-las na Plenária Regional.
Para Thaíz Pereira, a vinda do coordenador regional do PJ fortalece o PJ. “Eu, como primeiro ano como coordenadora do Parlamento, eu acho que a vinda do Marcos até aqui de grande valia, porque ele está orientando os alunos e orientando nós, coordenadoras para um boa Plenária Municipal e (isso) fortalece o Parlamento e nós aqui de Uberlândia”, opinou.
Análise das propostas de Lei dos alunos de Uberlândia
Após a simulação da Plenária, o coordenador do Polo Regional, Marcos Fernandes fez uma leitura das propostas de Lei elaboradas pelos alunos de Uberlândia a apontou a necessidade de algumas alterações, inclusões e inserção de responsáveis pela execução do que se pede em cada proposta.
Propostas que não especificaram órgãos de fiscalização, por exemplo, nem os benefícios que se busca com a proposta e ainda a falta de clareza nos textos, foram alguns dos exemplos citados pelo coordenador. Outra observação diz respeito às propostas de Lei que exigiam a criação de outra lei ou reedição de alguma norma antiga para fazer valer a matéria apresentada.
“As propostas estão boas, o que falta é mais estruturar elas, indicar para quem são as propostas, toda proposta é direcionada para algum público, indicar também qual órgão é responsável por aplicar aquela proposta, seja um órgão executivo, seja um deputado, um a lei, uma legislação, então estava faltando direcionar isso, mas as propostas tem uma proposta boa, tem uma justificativa boa e eu orientei eles a melhorar nesse sentido, da estrutura delas ser boa, porque eles vão debater com outros jovens de outras cidades”, argumentou Marcos Fernandes, ao lembrar que as propostas de Uberlândia passarão pelo escrutínio dos alunos de ouras cidades.
Kênia de Rezende falou sobre a importância das abordagens feitas pelo coordenador, uma vez que os alunos precisarão defender as propostas. “Ele colocou tudo que tem que ser no parâmetro para a Plenária (Municipal) e deu uns toques, principalmente, para onde que vai, quem que vai, quem se responsabiliza, para ela (a proposta) ter teor, para ela não ficar genérica, e caminhar, passando para a (Plenária) Regional e, depois, para a Estadual”, concluiu.
Fonte: Departamento de Comunicação (Emiliza Didier)