Lideranças da Marcha Mundial das Mulheres-Alziras (MMM-Alziras) participaram da Tribuna Livre do mês de março, durante a primeira reunião ordinária realizada no dia 02 em horário regimental, para informar ao Legislativo as programações previstas para o Mês das Mulheres, do Dia Internacional das Mulheres e do Dia Municipal e convidam todos a participarem. A primeira a ocupar a tribuna foi Maria de Fátima Lucena que iniciou sua fala denunciando a violência contra as mulheres e a descabida sentença do desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais absolvendo estuprador e abusador de criança de 12 anos.
Também ocupou a tribuna Gláucia Santos que falou sobre o movimento de resistência das mulheres na garantia de direitos e da cidadania e condenou o alto índice de feminicídio e racismo que acontece no Brasil e, pediu que a Câmara Municipal oficialize pedido de desculpas a cidadã por ato de racismo ocorrido na Casa. Gláucia Santos apresentou as ações da Marcha Mundial para proteção das mulheres e contra a sociedade machista, patriarcal, hétero, racista em todos os rincões do País e, cobrou políticas públicas para as mulheres que garantam cuidados fim da violência, paz e liberdade sem discriminação de qualquer natureza.
Ana Cristina Porfírio falou sobre o equívoco da sentença de estupro de vulnerável pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que fragiliza a proteção aos menores, e que não vão permitir que isso se repita, bem como a sobreposição às leis que levam à impunidade dos culpados. Ana Cristina Porfírio informou sobre a Manifestação Civil Coletiva, documento elaborado pelo MMM – Alziras, que será entregue ao Judiciário e Ministério Público no dia 04 de março, quarta-feira, em ato público frente ao Fórum, pedindo proteção aos direito adquiridos e proteção do Estado às mulheres e vulneráveis.
Manifestação contra o ato de racismo praticado na Câmara Municipal também foi expressa por Malaquias Prêto, que representou as casas religiosas de matriz africana, Congados e Moçambiques de Uberlândia. Malaquias Prêto afirmou não estar motivado por ódio ou revanchismo mas defende seus mais de 30 anos de vida pública, servidor concursado da Prefeitura, e que não poderia ficar calado diante das ofensas racistas contra sua esposa Iara proferidas por vereador, que além de pessoais foram ataques simbólicos contra a reputação e história de um casal que está junto há 40 anos. Malaquias Prêto afirmou que o debate público deve ser feito com responsabilidade e respeito, sem ferir as pessoais.
O representante dos moradores das Chácaras Oliveira, Roberto Alves da Silva, ocupou a Tribuna para cobrar do Poder Público melhorias na estrada e no transporte coletivo que serve a comunidade; barro e buracos atrapalham o tráfego de veículos e não têm esgoto e iluminação pública embora paguem por estes serviços. Ele também alertou sobre o valor cobrado dos impostos municipais (IPTU) e que não se importa de pagar imposto desde que tenham os serviços pelos quais pagam.
Eithel Lobianco Junior
Jornalista CMU – 8186
Seção de Jornalismo